De Santiago Compostela a Finisterra a pé

Em meados do mês de Maio eu e a Andreia fizemos uma caminhada de cerca de 90 km em 3 dias. Desde Santiago de Compostela até Finisterra.

Preparação

Para podermos dormir nos albergues por apenas 5€ por noite, é preciso ter uma credencial que é carimbada ao longo do caminho. Para ter essa credencial é preciso pedi-la à Associação Espaço Jacobeu. E convém pedir com antecedência, têm horários estranhos. São gente muito simpática e prestável.

Convém fazer uns 2 treinos de uns 20km cada com a mochila às costas para habituar.

Partida

Quando se chega a Santiago de Compostela, não é necessário começar no local onde todos os outros peregrinos vão carimbar e receber o diploma. Tem para lá outro sítio. Também é preciso ter cuidado com a hora, lá é mais uma que aqui e convém chegar cedo aos albergues para ter lugar. Mas mesmo quando não se tem lugar nos albergues, as alternativas andam quase sempre abaixo de 15€ por noite e já costumam ter pequeno-almoço.

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Caminhada

A paisagem é incrível. A foto seguinte foi tirada durante um almoço seguido de uma sobremesa de Voltaren nos pés em quantidades industriais.

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Normalmente o início do dia é começado cheio de vontade.

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Mas pelo final já apetece apanhar a carreira.

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Depois de 3 dias a seguir conchas como a da foto, é preciso um bocado de tempo para adaptar às tabuletas da estrada. E esse é o único motivo para eu me ter perdido ainda ontem.

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No último dia andamos quase 11h por já estarmos cansados e lentos. Quando tirei esta foto nem imaginava que o fim era lá ao longe.

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Estas actividades põem a vida em perspectiva. Comer uma barrita de cereais era uma maravilha e encontrar uma laranjeira pelo caminho era como encontrar petróleo.

Chegada

Quando chegamos deram-nos logo estes diplomas, a Finisterria. Também se recebe um quando se chega a Santiago (A Compostela, já tenho 2), desde que se façam pelo menos 100km a pé ou 200 de bicicleta.

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A estadia foi barata e a comida muito boa. Num café pedimos um sumo de laranja natural e ofereceram-nos uma massinha por sermos peregrinos. Eles sabem isto porque podemos carimbar a credencial em todo o local público que encontrarmos.

Em Finisterra comemos umas gambas no primeiro dia com um molho picante que souberam pela vida. No segundo dia comemos calamares/sopa de marisco, paelha, gelado e um vinho branco fresquinho com vista para o mar por 10€ por pessoa. Onde é que se encontram estes preços? A foto tirada antes de começar a comer a paelha dá para entender que estava muito calor.

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Durante o caminho disse algumas vezes que as bolhas parece estar a meter-se “antre os dedos”. E não é que estavam mesmo? Mas isto sou eu que sou fraquinho. Durante o caminho falamos com um italiano reformado que já vinha de França e a caminhar há mais de 30 dias. Ao tomar o pequeno-almoço em Finisterra ouvimos uma velhinha com os cabelos brancos que parecia que não podia com duas sacas do Feira Nova vazias a dar indicações de albergues e que fez o caminho de França.

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Finisterra deriva do latim Finisterrae, “fim da terra”, e dizem ser o ponto mais oeste da Europa, mas é treta, o Cabo da Roca é que é.

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Volta

Para voltar, viemos de golfinho. O meu estava sempre a parar para comer algas e o da Andreia relinchava sempre que via uma golfinha.

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A primeira de muitas caminhadas.

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Mais fotos.

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